O cego deu à manivela
Da velha e triste pianola,
Que era a alegria da vila;
Mas já ninguém vem à janela.
-- Pois, vindo, davam-lhe esmola...
E, ocultos, podem ouvi-la.
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terça-feira, 30 de janeiro de 2018
segunda-feira, 5 de dezembro de 2016
#57 - MARCHA QUASE FÚNEBRE, Carlos Queirós
Silencioso e tranquilo
Como um rastro de desgraça,
No outro lado da praça,
O lento cortejo passa
Das meninas do asilo.
São todas órfãs? -- Pior:
São todas tristes e feias.
Saias pretas, grossas meias...
Corre-lhes sangue nas veias
Por milagre do Senhor.
Que fazem durante o dia?
-- Aprendem a soletrar.
A coser... E o sol? E o ar?
Quando pensam em lhes dar
Uma lição de alegria?
Como um rastro de desgraça,
No outro lado da praça,
O lento cortejo passa
Das meninas do asilo.
São todas órfãs? -- Pior:
São todas tristes e feias.
Saias pretas, grossas meias...
Corre-lhes sangue nas veias
Por milagre do Senhor.
Que fazem durante o dia?
-- Aprendem a soletrar.
A coser... E o sol? E o ar?
Quando pensam em lhes dar
Uma lição de alegria?
sábado, 17 de janeiro de 2015
#34 - ADAGIO CANTABILE, Carlos Queirós
O cego deu à manivela
Da velha e triste pianola
Que era a alegria da vila:
Mas já ninguém vem à janela...
-- Pois vindo davam-lhe esmola
E ocultos podem ouvi-la.
Da velha e triste pianola
Que era a alegria da vila:
Mas já ninguém vem à janela...
-- Pois vindo davam-lhe esmola
E ocultos podem ouvi-la.
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