segunda-feira, 5 de setembro de 2016

#42 - O MEU CANTO É DE ESPERANÇA, Vasco Miranda

O meu canto é de esperança.

É de esperança sem fim...
O meu canto é de esperança
Que existe dentro e fora de mim.

Não vim a este mundo para viver só.
(O silêncio na minha boca, ainda quando o foi, foi um grito
que me mordeu.)
Eu vivo a dor de todos os que metem dó.
Luto por todo o que caiu na hora em que nasceu.

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

#41 - "São sombras que passam despidas", Alexandre Nave

São sombras que passam despidas
caminham sozinhas o laivo das fontes

não falam, não bebem, não abrem o céu
passam descalças o estreito caminho

muradas, sem nome desossam aos dias
amanham descalças as ervas dos rios

sufocam azuis, estaladas de ferida

são fodidas à noite como fábricas.